O inevitável fim da “Globalização”

 

Origens “aparentes”

A globalização possuiu diversos fatores “aparentes” para sua implementação, entre eles poderíamos citar:

  • Baratear as cadeias de produção (com mão de obra semi-escrava, muitas vezes, na China e outros países);
  • Romper a capacidade de pressão dos sindicatos, na medida que fábricas poderiam ser transferiadas para qualquer lugar;
  • Aumentar o nível de competição internacional.

 

Efeitos “secundários” ou objetivos principais?

Porém, a globalização ‘relativizou’ as nacionalidades e enfraqueceu os Estados, trazendo diversas consequências negativas:

  • Aumento da concentração do capital, com grandes monopólios ou oligopólios dominando mercados;
  • Diminuição da concorrência e enfraquecimento de pequenas e médias empresas;
  • Forte “desinsdustralização”, pela transferência das linhas de produção para países de mão-de-obra barata;
  • Forte dependência do mercado ‘internacional’ e, a depender da área, muitas vezes dominado por um único país.

 

Covid, uma revelação

A pandemia atual revelou uma realidade terrível. Hoje, somos dependentes da China, para muitas áreas essenciais.

Hoje, estamos numa guerra contra uma doença e contamos com a “boa vontade” dos chineses. Mas e se fosse uma “guerra real”?

Isso demonstra a fragilidade da idéia de uma “cadeia de produção internacional”. Basta um único conflito, e áreas essenciais se tornariam inoperantes.

 

Mudanças ocorrerão

Trump já havia mencionado a necessidade de fazer ‘mudanças’ e, atualmente, muitas empresas pretendem sair da China em direção à Índia.

Mas trocar a dependência resolveria? O fato é que a ideia de “Estado Nacional” sairá mais fortalecida dessa pandemia, na medida em que se revela a necessidade da concentração da cadeia de produção industrial, ao menos em áreas essenciais. O poder industrial deve ficar dentro da Nação.

Ora, os EUA apenas conseguiram derrotar a Alemanha na segunda guerra mundial graças a seu formidável parque industrial. Mas o que ocorreria numa “terceira guerra mundial”, se grande parte da produção industrial ocorre em solo Chinês?

Ou as nações se reinventam e se fortalecem, ou a próxima guerra (e sempre haverá uma próxima guerra…) será vencida não por ações, mas omissões (deixar de fornecer peças e insumos essenciais).

 

 

 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 


 

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