Noruega e Suíça: encurraladas comercialmente, mas ainda querem mandar no Brasil.

 

  • O costume imperialista permanece

Noruega e Suiça estão encurralados comercialmente, mas ainda querem mandar no Brasil. Parece que a tradição do Brasil abaixar a cabeça para as ordens dos países desenvolvidos gerou um costume. 

Recentemente, os governos da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) que reúne Islândia, Noruega, Liechtenstein e a Suíça, EXIGIRAM garantias ambientais para assinar um acordo comercial com o Brasil.

 

  • Como assim, cara pálida?

O engraçado é que o acordo é um INTERESSE DELES, e não nosso. Isso pois:

a) a balança comercial é favorável a eles, e não a nós (exportamos cerca de 1,9 bilhões de euros e importamos U$ 2,6 em 2018);

b) com o acordo firmado entre Mercosul e Europa, os produtos da EFTA ficarão muito menos competitivos, o que significa que eles perderão, na prática, todo o Mercosul.

 

  • Vão encarar mesmo?

Então a pergunta que fica é, com base no que estão a exigir qualquer coisa? Não querem assinar? Ok. Ficarão de fora, e o mercado Europeu compensará quaisquer perdas. Lembrando que a não assinatura do pacto com eles não irá encarecer ou prejudicar os produtos brasileiros. Mas a não assinatura irá colocá-los fora de nosso mercado, por conta do barateamento dos produtos europeus.

Hoje, produtos suíços, noruegueses e da UE pagam as mesmas tarifas para entrar no Mercosul. Pórem com a redução de impostos com a UE (por conta do acordo), isso irá prejudicar os produtos suíços e noruegueses. POr exemplo, enquanto uma máquina francesa entrará no Mercosul sem tarifas, o mesmo produto Noruegues terá uma taxa de 20%, ou seja, ficará fora de nosso mercado.

Já fomos subservientes demais às ordens de fora. Está na hora de dar as cartas. Nossa sorte é que, finalmente, temos um governo honesto no Brasil.

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central, foi membro do Tribunal de Ética do OAB/SP (acusação), foi membro do  Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP, sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e fundador do Movimento Direita Livre, em 2013.

 


 

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK: