“Jeniu” Covas: Rodízio de São Paulo faz explodir aglomerações no Transporte Público

 

O óbvio: Rodizio aumenta uso de transporte público

E o povo mais uma vez se torna vítima de atos de imbecilidade de seus políticos. Em São Paulo, foi determinado que carros somente poderiam rodar em dias alternados, de acordo com a placa.

Resultado: a massa de trabalhadores dos serviços essenciais, não atingidos pela quarentena, foi obrigada a trabalhar de qualquer modo.

E obviamente houve grande aumento no uso de transporte público, fazendo explodir o nível de aglomerações.

 

Povo espremido, como em latas de sardinha. Esse é a 'solução' do prefeito de São Paulo
Povo espremido, como em latas de sardinha. Esse é a ‘solução’ do prefeito de São Paulo

 

Cuidado, contém ironia abaixo

Na mente de Bruno Covas talvez essas pessoas ‘evaporassem’, ou se ‘teletransportariam’ para seus trabalhos.

Mas não. O povo ‘errou’! Ahhh povo maldito que insiste em trabalhar para sobreviver. Por qual motivo não usaram ‘tapete mágico’?

Claro, muitos tiveram que usar  carros mesmo assim e tomar multas. Mas, “magina” que era essa a intenção MA-CA-BRA do prefeito, desde o início, não é mesmo?

 

Brasil, recordes de mortes, e ainda vai piorar

A julgar pelo caldeirão de motivos para a pandemia piorar, devemos nos preparar para um empilhamento ainda maior de cadáveres.

Há os debeis mentais terraplanistas que creem que ‘é gripezinha‘ ou que ‘iluminatis inventam números de mortos‘ e que portanto não se cuidam como deveriam.

Há falta de higiene em geral. Afinal, esperar que homens que sequer lavam as mãos após usar o banheiro, aprendam a usar alcool gel, é ser otimista demais.

E há prefeitos e governadores fazendo uma cagada atrás da outra. Que novidade…

 

Aquele jeito brasileirinho de ser

E, adicione uma pitadinha do “jeito brasileiro de ser”, que podemos resumir em algumas frases:

  • “Sabe com quem está falando?”
  • “Se o outro errou, também vou fazer errado”
  • “Ninguém manda em mim”
  • “Ah, ninguém está vendo”
  • “Não tem como dar um jeito? Ah quebra essa…”

Com tais ‘tradições’, como esperar que o povo obedeça determinações que exigem obediência e rigor na conduta?

 

E o povo está errado?

Chega a ser covardia querer comparar o Brasil com outras nações que, mais organizadas, estão saindo da pandemia ou em nível controlado dela.

Temos um presidente que relativiza a pandemia. Prefeitos e governadores que são ‘experts’ na arte da imbecilidade. E um povo que quer dar ‘jeitinho’ em tudo ou que não obedece ninguém.

Chega a ser ridículo ver políticos pregando “desobediência civil”. “Revolução”, aqui, seria ensinar a obediência civil

Mas a sabedoria popular talvez esteja certa. O povo sempre precisou sobreviver, apesar dos políticos. 

O momento agora seria de obediência, de ordem e união. Mas com burradas como as de Bruno Covas, fica cada vez mais difícil acreditar nos políticos e suas ‘soluções’.

Senhor, tende piedade.

 

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 


 

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