Jair “ARREGA”, e retira poderes do exército (dados por ele mesmo), após pressão de Brigadeiro.

 

Jair, sempre “arregando”

Parece que o que dizem é mesmo verdade. Jairzinho é ótimo para bravatas e xingamentos, mas em termos de ações, deixa a desejar.

A mais nova prova disso é a aviação do exército brasileiro. Jair deu poderes ao exército, por meio de decreto, para operar suas próprias aeronaves de carga e depois tirou.

E bastou uma cartinha mal humorada de um Brigadeiro reformado da aeronáutica.

O que Jair Bolsonaro fala sentado, não sustenta de pé. Fato conhecido. Quer agradar o mundo, e desagrada a todos. 

 

Uma briga antiga de comadres

O Exército não se dá bem com a Aeronáutica e Marinha, por razões históricas. Em especial durante o regime de exceção, em que o exército monopolizou o poder, deixando as outras duas forças ‘de escanteio’.

Isso explica o porquê de ter sido um parto para o exército, anos atrás, conseguir ‘autorização’ para poder operar helicópteros (coisa comum em todas as grandes potências), o exército teve que implorar por décadas, até que um iluminado lhes desse tal autorização legal.

Agora, a questão se refere ao transporte de cargas na Amazônia. O exército, quando precisa (sempre precisa), tem que se submeter à aeronáutica para tais operações. Ocorre que para evitar ter que subordinar suas necessidades à burocracia, muitas vezes as cargas são deslocadas por helicóptero, a um custo extremamente mais alto.

E é preciso dizer que, além do fato de ser comum em todas as potencias militares do mundo (aviação do exército, em especial para o transporte de cargas), no Brasil a Marinha tem autorização até mesmo para operar jatos de combate, como é o caso do A1.

 

Sherpa, uma solução

Assim, pensando em reduzir essas despesas e a dependência da boa vontade (e orçamento) da aeronáutica, o exército há anos vinha buscando uma solução, que resultou na compra de 8 Sherpa dos EUA, uma avião compacto, barato, com boa capacidade e capaz de pousar nas curtas pistas da Amazônia.

 

 

A aeronave foi  uma excelente aquisição, pois irá diminuir em muito os custos de operação. O único problema é que o exército esqueceu de “combinar a jogada” com a aeronáutica, que ficou doida com a mais nova ‘perda de poder’.

 

“Não contavam com minha astúcia”

O fato é que TODOS estavam a par dessa operação de compra. Por qual motivo a aeronáutica não questionou lá atrás? Eles esperaram a formalização da compra e o decreto presidencial para se manifestar. E deu certo. Jairzinho arregou. Segue o decreto abaixo, voltando atrás nos poderes dados ao exército para poder operar suas próprias aeronaves. Decreta em 02 de junho, em 05 de junho “des-decreta”…

 

 

 

Não é lógica militar, é pura politicagem

 

Se o argumento do “purismo das armas” (cada força atua apenas e tão somente ‘em seu quadrado’), alguém poderia me explicar o motivo para a Aeronáutica possuir uma infantaria da aeronáutica? Ou ainda a Marinha possuir um corpo de fuzileiros navais maior até que o da Inglaterra?

O fato é que esse ‘purismo’ inexiste há muitas décadas. Subordinar operações a uma outra força, embaralhar necessidades táticas em redes de burocracia, é tudo o que é preciso para se ter ineficiência operacional.

A função da aeronáutica é garantir a DEFESA AÉREA NACIONAL, e isso incluiria a aviação de caça, o controle do espaço aéreo e a defesa de mísseis (“se” existisse). Porém, quando vamos observar o material da aeronáutica, encontramos uma enormidade de aeronaves de transporte, transporte “VIP” de autoridades e um número baixíssimo de aviões de combate. Isso, para não falar na INEXISTÊNCIA DE DEFESA AÉREA TERRA-AR (mísseis antiaéreos) sequer de médio alcance, quem dirá de longo.

Mas, desde quando lógica se aplica a qualquer coisa neste país? Bastou o brigadeiro bater o pé, e o presidente enfiou o rabo entre as pernas.

Estamos mal de líderes…

 

 

 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 


 

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