Confissões de um Direitista Amargurado

Tristes, tristes linhas

Não creio que estas linhas, ou as futuras, trarão qualquer impacto na realidade, que tanto lutei por mudar. São mais confissões para mim mesmo.

‘Joguei a toalha’ de revolucionário há tempos, nem sonho sequer com qualquer relevância de meus pensamentos, sempre complexos, no mundo político. O povo é alheio a isso. E mais que ninguém um ex-professor de retórica deveria saber isso. Em que pese o “policarpo quaresma” sempre querer falar mais alto.

Mas entre o sucesso político e a felicidade, e ser feliz é ser verdadeiro, sempre optei pelo último. Porque deveria me queixar por incompreensão?

 

Chegamos ao poder?

O fato é que o direitalivre.com, criado há anos para lutar pelo “direito de ser direita”, perdeu seu sentido de ser.

Afinal, “uma direita” chegou ao poder. Finalmente. Ainda que longe de ser uma Thatcher, ou um Reagan. Ou até mesmo um Enéas.

Porém a “direita” atual (no poder) é uma quase caricatura. Mas para um povo que vota em palhaços e cantores, o que se poderia esperar?

 

Quais opções?

Não havia muita opção em 2018. Um partido chafurdado em corrupção, ou uma incógnita que prometia combater tal corrupção.

No fim, venceu a ‘luta contra a corrupção’, ou a promessa dela. Destruída, agora, em nome da “governabilidade”. A peso de ouro.

E o duro nem é constatar mais um encantador de burros no poder. Mas vê-lo atrelado ao termo “direita”.

Ser “direita” torna-se motivo de chacota. Novamente.

 

Direita? Onde?

Mas que “direita” é essa? Escrota, inculta, sem estratégia. Que aumenta impostos?

Que “direita” é essa que nada faz contra o crime? Antes, se associa a ele. O facilita. Exatamente como a esquerda.

No fim, “direita” é tudo aquilo que um encantador de burros decide para um contingente imenso de “passadores de pano”.

 

Lógica? 

E o que se defende na manhã, se combate à tarde, para novamente se defender no dia seguinte.

Lógica? Coerência? Bobagem… O que importa é a bravata esquizofrênica. “Mitar”.

Um Reagan ou uma Thatcher jamais teriam chance em terras tupiniquins. Seriam queimados em praça pública.

 

Política, na terra do futebol

Afinal, o povo quer torcer, como no futebol. E no jogo não se tem lógica ou razão. Apenas torcida.

Afinal, são “eles” (esquerda) contra nós (direita), e no amor e na guerra vale tudo.  Ainda que tal “amor” não valha coisa alguma.

E aqui, como lá, os ‘jogadores’ seguem milionários, ante uma massa fantástica de torcedores miseráveis, mas fanáticos.

 

A solidão da verdade

Mas, em que pese tudo. Sigo escrevendo. Para quem? A esta altura, para mim mesmo.

Lutando pela mesma direita que sempre lutei. Que não é time, nem futebol, nem palhaço ou música.

Ainda que ninguém queira ouvir. Ou torcer.

 

 

 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 


 

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