Chegaremos a 1 MILHÃO de MORTOS em 2021.

UM MILHÃO DE MORTOS EM 2021?

 
Ano passado, apenas fazendo uma análise matemática sobre a curva de progressão da doença, calculei que chegaríamos com facilidade em 100.000 mortos em pouco tempo, caso medidas drásticas não fossem tomadas. Fui chamado de “urubu”, “anjo da morte”, “palpiteiro”, etc.
 
Hoje, estamos chegando aos 300 mil mortos. E cabe uma atualização sobre minha projeção.
 
 

UMA SIMPLES ANÁLISE MATEMÁTICA

 
A se considerar a curva atual, a não ser que medidas drásticas sejam tomadas, chegaremos a 1 MILHÃO DE MORTOS ao final de 2021. Não se trata de “otimismo” x “pessimismo”, ou ainda “opinião”. Sei que muitos torceram para que fosse “gripezinha”, “mentira da mídia” “exagero”, mas a matemática não admite “eu acho” ou “eu creio”.
 
Analisemos objetivamente o gráfico:
 
covid: A realida dos números
covid: A realida dos números
 
 
Saímos de 18859 óbitos em 20/05, quando fiz minha primeira projeção, para mais de 270 mil atualmente. Com uma média que chegou, hoje (10/03/21), a 2349 mortos em único dia, não é difícil entender que isso significarão 70 MIL MORTOS em um único mês e que ao multiplicarmos isso pelo número de meses restantes de 2021, teremos cerca de UM MILHÃO DE MORTOS.
 
 

MAS E AS VACINAS?

 
Como diz o ditado, “agora Inês é morta”. Diversos fatores atuarão para que essa curva (hoje em 2349 mortos diário) demore a diminuir. Na realidade, ela irá ainda aumentar durante um bom tempo, pois as restrições de lockdown só entraram em ação agora, e há muita gente com o vírus encubado, que ainda não manifestou os sintomas.
 
Então não me surpreenderei se passarmos de 3 ou 4 MIL MORTOS POR DIA, antes que consigamos conter a expansão do vírus.
 

 

FATORES CONTRA O CONTROLE DA PANDEMIA

 
Para piorar, existem diversos fatores que impediram, e continuarão a impedir o controle do vírus. São eles:
 
 
  • Compra tardia e em baixa quantidade das vacinas;
  • Negacionismo, especialmente divulgado por Bolsonaro, que fez (e faz) o povo desacreditar que a pandemia seria tão mortal;
  • Descrença do povo, novamente graças às loucuras do presidente, em medidas sanitárias ÓBVIAS, como o caso das máscaras;
  • Crença infundada em uma “segurança” inexistente, em razão de “tratamentos preventivos”, baseados em cloroquina e ivermectina, novamente, por conta do Bolsonarismo;
  • Uso POLÍTICO da doença por parte de médicos NÃO ESPECIALIZADOS EM VIROLOGIA, vendendo “tratamento precoce”, em clara prática de charlatanismo;
  • Incompetência na gerência da crise, em especial pela troca (em plena pandemia) de ministros da saúde, e pela intervenção direta do presidente na pasta, que sequer tem um médico como ministro;
  • Crença dos jovens de que estão “invulneráveis” e, portanto, não precisam se precaver;
  • Difusão de uma cepa mais contagiante, originada em Manaus, e que atinge PESSOAS MAIS JOVENS também.
 
Deste modo, por mais que se façam intervenções como lockdowns e demais campanhas, os fatores acima indicados levarão o Brasil a uma catástrofe, pois a única saída de longo prazo, AS VACINAS, demorará ainda a fazer efeito, especialmente por conta da compra tardia das mesmas.
 
 

Chegaremos a 1 MILHÃO DE MORTOS EM 2021?

 
Ao que tudo indica, ultrapassaremos essa marca até que a pandemia esteja sob controle. Esse número é uma PROJEÇÃO MÍNIMA, com base na comportamento dos gráficos de mortes, e a compra tardia das vacinas, entre outros fatores.
 
 

 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 

 

Carnaval espalhou o Vírus: Quem pagará por isso?

 

Dória CONCENTRA uso de Shopping com uso diário de 4 horas?