Carnaval espalhou o Vírus: Quem pagará por isso?

 

A comprovação da irresponsabilidade

Pesquisas comprovam o que já se esperava, o vírus já estava no Brasil antes do Carnaval. Segundo pesquida da Fiocruz, isso teria ocorrido entre meados de janeiro e início de fevereiro de 2020. Ou seja, antes do carnaval.

Portanto, o carnaval serviu para disseminar o vírus em solo nacional. Em especial naqueles estados com maior número de turistas vindos de alguns países da europa.

O que explica alguns estados terem sido menos afetados.

 

Uma desgraça anunciada

À época, o governo federal já havia determinado, através da Lei 13.979/2020 (06/fev), ESTADO DE EMERGÊNCIA, aplicando inclusive QUARENTENA aos estrangeiros que chegassem ao Brasil e apresentassem sinais de infecção.

Se debateu à época sobre os riscos de disseminação do vírus e, embora o senso comum indicasse que havia grave perigo, dada à tradicional “sodoma e gomorra” que o Carnaval no Brasil se torna, prefeitos e governadores autorizaram.

Ora, será que numa festa em que jovens competem para ver “quem beija mais”, onde o agarra-agarra é lugar comum, não se previu que bastariam alguns infectados para transformar isso na ‘festa da morte’?

 

Será possível que ninguém imaginou que isto seria ideal para disseminar a pandemia?

 

Mandetta também errou

É preciso dizer que, embora seja atribuição exclusiva de prefeitos e governadores, a realização do carnaval não foi desabonada por Mandetta, à época ministro da Saúde, que chegou até a ‘amenizar’ a situação, dizendo:

 

“A nossa preocupação sempre foi as pessoas saírem do Brasil, porque aqui as pessoas estão dentro de um bioma em equilíbrio” – Mandetta 

 

Infelizmente, parece que o “bioma” virou uma cultura ideal para a propagação da pandemia. Só os prefeitos e governadores, além de Mandetta, não se aperceberam disso.

 

Quem pagará por isso?

Agora, corpos se empilham em necrotérios, e muitos ‘jovens carnavalescos’ choram a morte que trouxeram aos próprios país, irmãos e avós.

Faltou coragem à velha e demagógica classe política, que para evitar um “prejuízo” nos cofres, arrastou o povo para o caixão.

Agora vemos medidas TARDIAS, e quase todas mal aplicadas, quando o vírus já está à solta, devorando vidas.

Quem pagará por essa irresponsabilidade?

 

Terra de ninguém

Para piorar, o STF transformou a saúde pública numa torre de babel. Ninguém se entende. Qualquer prefeito faz o que dá na telha.

Enquanto outros países se organizaram, centralizaram e unificaram o combate à pandemia, estamos num “Walking Dead”. Terra de ninguém.

Governo Federal aponta uma direção. Governadores ignoram a federação. Prefeitos ignoram o estado. E o povo, confuso, ignora a todos.

Mas não sem razão. Como pode o povo confiar nos políticos deste país?

 

Eterna vítima

O Brasil, eterna vítima da incompetência e mesquinharia política, parece seguir rumo a uma catástrofe anunciada.

O carnaval de 2020 foi mesmo “contagiante”. Foi “de morrer”. Até para quem não pulou.

A morte de Cristo por Satanás, representada no carnaval, parece ter prenunciado a morte de nossas esperanças.

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 


 

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