Bolsonaro continua presidente. Moro, continua herói nacional.

 

Acordando do Sonho

De fato, o grave atrito entre os dois queridos líderes da preferência nacional do eleitorado estremeceu o Brasil. 

A saída de Moro foi sim, um grave erro político de Bolsonaro. Foi prometido a Moro “carta branca” para termos uma justiça independente de eventuais interesses políticos.

Pois o contrário, a politicagem, sempre foi o padrão brasileiro.

A saída de Moro, com a colocação de um, convenhamos, ‘subqualificado’ para o cargo de Ministro da Justiça, entristece e decepciona.

 

Realismo político?

Claro, esse foi o padrão nos governos esquerdistas do passado. Dar preferência aos ‘fechados comigo’, do que técnicos à altura do cargo.

Nenhuma novidade, portanto.

Exceto pelo fato de que Bolsonaro foi eleito sob a promessa de sair do ‘toma-lá-dá-cá” e da politicagem. 

Nesse ponto, temos uma decepção. Ou seria uma volta ao realismo político?

Afinal, sem base política, ninguém governa.

 

Dois líderes, duas biografias de respeito.

Bolsonaro seguirá presidente, é claro. Até porque a Direita não possui um ‘plano B’. Ele é nossa única esperança no plano federal. E temos de torcer por ele.

Ainda que não concordemos com tudo.

Moro, continuará sendo herói nacional. Pois não fosse Moro derrubar o esquema criminoso do PT, Bolsonaro sequer estaria onde está.

Devemos nossa gratidão a Moro, por nos livrar do PT, e por abandonar uma carreira como juiz para se sacrificar pelo Brasil.

E devemos torcer por Bolsonaro, pois sem ele estaremos nas mãos de Maia, Alcolumbre e uma volta à esquerda.

 

A realidade 

Mas o que parece ocorrer é que Bolsonaro demorou a perceber que seus sonhos de um governo ideologicamente perfeito são irrealizáveis.

Afinal, o puritanismo político pode ser ótimo para vencer eleições, mas não dá base política.

Eleitores cobram obras de políticos. Políticos cobram verbas para obras do Executivo, ou não apoiam novas leis.

Esperar que eleitores pensem “na Pátria” e no “bem comum” soa lindo, quando se está no conforto de um apartamento de classe média.

Mas é irreal que eleitores sem sequer água encanada pensem assim. Que não exijam obras, em troca de votos.

Sempre foi assim.

 

O futuro

Bolsonaro agora corre atrás de costurar uma base política. Ainda que tardia.

Na outra ponta dos interesses, está Maia, jogando pesado para se manter no poder, e a qualquer custo. Inclusive com a possibilidade de um impeachment.

O futuro de Bolsonaro está agora nesta indesejada balança:

a) escolher entre um puritanismo político e agradar a ala mais ideológica da direita e

b) desagradar a direita, mas obter apoio para derrotar Maia.

A sorte está lançada.

Que Deus auxilie nossa Nação.

 

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e criador do site direitalivre.com, em 2014.

 


 

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