A realidade das queimadas e a realidade do Congresso. O que se deve fazer?

 

As queimadas e a realidade

A realidade das queimadas na Amazônia é fato  inegável, mas a realidade do Congresso também é. Claro, sem o exageros dos fake news de fotos de girafas e macacos africanos é claro.

Inicialmente, muita gente ligada à esquerda usou o episódio como forma de atacar o governo, mas há um fundo de verdade, muito longe das fake news é claro, mas urgente: precisamos proteger nosso meio ambiente.

 

Culpa de quem?

O fato é que o congresso é parcialmente, se não majoritariamente culpado pela atual situação atual DE TODO O BRASIL. Isso pelos simples fato de ter acuado o governo com um orçamento totalmente engessado.

A aposta era o “quanto pior melhor”, ou seja, apostaram que com um orçamento insuficiente, o governo ficaria emperrado. E a Amazônia é apenas mais uma vítima dessa politicagem.

Basta lembrar que o governo não tem dinheiro para absolutamente nada. E muitos proprietários de terra, sabendo que o Ibama está sem recursos, partiu para uma “expansão” na Amazônia.

Mas como o governo irá destinar recursos para fiscalização SEM DINHEIRO? Ora, foi o congresso que acuou o governo atual, com um orçamento que quase o forçou a suspender programas sociais básicos e aposentadorias.

 

Maia, fala muito, faz pouco

É interessante notar que Maia já aproveitou a oportunidade para “se aparecer” como o “salvador” da desgraça que ele mesmo criou, ao participar do “quanto pior melhor” que foi o orçamento deste ano.

Há a possibilidade de se usar o exército, mas com quais recursos? Ou o congresso destina fundos suplementares  SÉRIOS para o governo, ou todas as melhores intenções do mundo não salvarão uma simples árvore da destruição.

 

Repercussões internacionais

Enquanto isso, França e Irlanda ameaçam bloquear o acordo com o Mercosul se não forem dadas garantias quanto à preservação do meio ambiente.

Por sorte nossa, a atual tendência de vitórias de governos conservadores na Europa, além de Trump, podem servir como contrapeso, mas fatos não podem ser negados. A proteção da Amazônia é essencial, mas cabe ao congresso liberar recursos para isso.

 

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central, foi membro do Tribunal de Ética do OAB/SP (acusação), foi membro do  Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP, sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e fundador do Movimento Direita Livre, em 2013.

 


 

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