A armadilha contra Roberto Alvim.

Um breve histórico

Talvez muitos desconheçam, mas fui professor de oratória e retórica por mais de duas décadas, um ‘sacerdócio’ que encerrei poucos anos atrás, para me dedicar integralmente à advocacia.

Durante esse período, escrevi um sem número de discursos para terceiros, montei estratégias de retórica, bem como treinei milhares de alunos. 

Do alto dessa experiência posso afirmar: é extremamente comum que discursos oficiais sejam redigidos por terceiros. Quer sejam professores, como era meu caso. Quer por parte de técnicos de comunicação ligado às secretarias do próprio governo.

Lógica

É nesse contexto que afirmo que, muito provavelmente, Roberto Alvim foi vítima de uma armadilha por parte de algum comuna infiltrado. Mas, antes de tudo, vamos derrubar um argumento frágil da “isentosfera”, que diz “aihnnn… mas era obrigaçaummmm dele em verificar se não era cópia ou se tinha citações de algum nazistammmmm…”.

Minha resposta:

OS NAZISTAS FIZERAM DEZENAS DE MILHARES DE DISCURSOS AO LONGO DA HISTÓRIA. O conjunto dos discursos totalitários (comunistas, fascistas e nazistas) chega a CENTENAS DE MILHARES. Totalizando, portanto, MILHÕES DE PARÁGRAFOS, como os usados por Roberto Alvim.

Como se certificar então de que uma fala não conterá algum ponto “parecido” com qualquer coisa que tenha sido dita no passado? Checando, um a um, milhões de parágrafos e os comparando? Impossível.

 

Por qual motivo se pode afirmar que foi uma armadilha?

 

Ora, parece mesmo óbvio. Primeiramente, a “coincidência” de que um parágrafo específico se pareça com um discurso nazista. Mas, o mais importante é:

Quem foi o “iluminado”, detentor de uma memória biônica, capaz de ter lido todos os discursos nazistas, os memorizado, e ainda por cima ter sido capaz não apenas de relembrar um parágrafo, como ainda compará-lo e até mesmo indicar a fonte bibliográfica para verificação?

Não estamos falando de uma “citação bíblica”. Nem de uma palavra dentro de um dicionário. Estamos falando de um parágrafo solto, entre MILHÕES de outros totalitários.

Requer uma grande dose de ingenuidade ou estupidez política imaginar que isso tenha sido possível, a não ser no caso de uma armadilha, em que o próprio responsável pela construção da paráfrase (cópia) do discurso tenha corrido para a imprensa para acusar.

E vejam, rapidamente, congresso nacional e outras tantas “autoridades”, quase que em uníssono, já tomam conhecimento e se lançam vorazes contra o governo.

No fim, quebraram a cara. Calcularam que Bolsonaro iria perceber a injustiça e não haveria demissão, o que levaria o governo a ser frito pela mídia. Mas o mito percebeu a “jogada”…

 

Resumo

Não será a primeira, nem a última vez que o governo é sabotado. E fica a lição. O governo tem um número imenso de funcionários públicos, concursados e não demissíveis, que estão prestando serviços. Quer assessorando a comunicação, quer em outras tarefas. É preciso estar atento constantemente. Os comunistas jamais irão aceitar a derrota. Nem o diabo, que eles tão bem representam.

 

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é católico apostólico romano, advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central. Junto à OAB/SP foi: a)  membro do Tribunal de Ética (acusação); b) membro do Comissão de Defesa do Consumidor; c) membro da comissão de Direito Imobiliário; d) coordenador na Comissão de Relações com a Câmara Municipal de São Paulo. É sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e fundador do Movimento Direita Livre, em 2013.

 


 

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